sábado, 16 de janeiro de 2010
Falar de amor
Descobri que quase tudo o que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: “as viagens acabam em encontros de amantes.” A ideia é fabulosa. Pessoalmente, nunca experimentei nada parecido, mas creio que Shakespeare experimentou. Acho que penso em amor muito mais do que deveria. Sempre me surpreende seu poder de alterar e definir nossas vidas. Foi Shakespeare quem também disse: “o amor é cego.” Agora sei que é verdade. Para algumas pessoas o amor desaparece inexplicavelmente. Para outras, o amor está simplesmente perdido. Mas é claro que o amor também pode ser encontrado... mesmo que só por uma noite. Há também outro tipo de amor, o tipo mais cruel, aquele que quase mata suas vitimas. Chama-se amor não correspondido. Na maioria das histórias de amor, um se apaixona pelo outro. Mas e quanto ao resto? E suas histórias? Daqueles que se apaixonam sozinhos. São vítimas de um amor recíproco. Amaldiçoados pelos amados, são os mal-amados, feridos sem prioridade.